Maringá,

 

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PASTORAL

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Grupos de Base

 

O que são os Grupos de Base?


Grupos de base são grupos que se criam relacionamentos de irmãos, confrontando a vida com o Evangelho e formando lideranças jovens para o engajamento na comunidade eclesial e na sociedade. O modelo dos grupos de base é o grupo de Jesus: os Doze. Um grupo pequeno, no qual se pode partilhar a vida e cultivar a amizade.


O grupo é a célula da PJ. Ele é a experiência central da proposta pedagógica e evangelizadora da PJ. Toda organização existe em função dos grupos de jovens, mas isso não significa que ela se reduza a sua simples união. A missão da PJ é bem mais ampla. Ela não term por objetivo atingir apenas os(as) jovens que frequentam os grupos.

Fonte: Pastoral da Juventude - E a Igreja se faz jovem - Rogério de Oliveira - 2002, Editora Paulinas.

 

 

Etapas


 

 

1. CONVOCAÇÃO

Um aspecto importante é a convocação. Sempre é tempo de convocar. A convocação é a dinâmica que garante a vida renovada em nossa prática junto aos e às jovens. Ela se caracteriza pela motivação, pela informação e por um despertar dos/as adolescentes e jovens às propostas educativas que a Pastoral da Juventude oferece em cada realidade, a partir dos ambientes e espaços onde os/as jovens vivem, considerando aspectos da arte (teatro, dança, música...) ou de esporte (jogos, caminhadas, excursões...). A convocação é um convite aberto a todos/as os/as jovens e é planejada com atividades curtas e massivas.

 

Estas formas de convocação devem ser realizadas de modo orgânico e convergente, tendo como meta motivar os/as jovens para o amadurecimento integral. Envolver os/as jovens que já estão na vida de grupo nestas atividades é uma garantia que a Pastoral da Juventude vá mais além do grupo, porque concretiza o que costumamos afirmar com insistência, quando falamos de “jovens evangelizando outros jovens”. Além disso, leva-os a realizar pequenas atividades para que sejam construtores deles/as mesmos/as e da Pastoral da Juventude. Trabalha-se, de modo especial, a dimensão missionária da Pastoral da Juventude. Isso se dá, por exemplo, organizando missões jovens nos diversos meios onde estes/as jovens se encontram.

 

Fonte: Projeto de Vida – Caminho Vocacional da Pastoral da Juventude Latino-Americana - CELAM - CCJ, 2004.

 

2. NUCLEAÇÃO

Na nucleação, a pedagogia diz-nos que o ideal é formar grupos pequenos para que as pessoas se conheçam melhor e se tornem instrumento privilegiado de evangelização. É na nucleação que o(a) jovem vai compreender como é importante e bom conviver em grupo. É importante investir muito na integração.

 

Os grupos normalmente formam-se por meio do convite pessoal, pelo testemunho de outros(as) jovens já engajados, após encontros de jovens, nos festivais e eventos artísticos, depois da conclusão do Crisma, nos eventos litúrgicos mais fortes (como a Páscoa), entre tantas oportunidades.

 

Nessa primeira etapa, as relações pessoais são mais importantes do que a doutrina. Trata-se de uma fase em que o(a) jovem ainda não despertou para a idéia de ser fermento em seu meio. Por isso, é preciso deixar bem claro: o grupo ainda não existe só porque o pessoal está indo aos encontros. Serão necessários alguns meses de reuniões ou encontros para o grupo ser grupo de verdade! Esse tempo de "gestação" poder durar três meses ou mais.

 

Os(as) jovens vão se conhecendo, se integrando e descobrindo nas reuniões o que é ser grupo, sua importância, os valores de um trabalho em equipe, como organizá-lo, como atuar nele, qual será seu programa e objetivo.
 

Essa etapa chama-se "descoberta do grupo", porque este ainda não é grupo, não é comunidade. É necessário esquentar o motor antes de dar a partida.
 

Alguns temas que podem ser tratados aqui devem falar dessa fase que o grupo vive, como a amizade, a boa comunicação. O possível resultado será o sentimento de união entre eles: "todos são bons e devemos fazer o possível para não surgirem conflitos".

 

Fonte: Pastoral da Juventude - E a Igreja se faz jovem - Rogério de Oliveira - 2002, Editora Paulinas.

 

3. INICIAÇÃO

Estamos entrando no período da iniciação. É fundamental que se tenha em mente que a evangelização do(a) jovem é feita mediante um processo educativo não formal. O encontro de jovens não é aula de religião e doutrina. Transmitir a mensagem por meio da arte, da brincadeira, da música, da dinâmica, da cultura, da expressão corporal, é recuperar o sentido lúdico da evagenlização juvenil.

Em muitos lugares, a PJ não consegue firmar-se por causa da atitude centralista de alguns membros da Igreja. Alguns líderes das comunidades têm dificuldade de enteder o processo de amadurecimento da fé e do compromisso do(a) jovem. Sabemos que a juventude vive um período da vida voltado à aventura da liberdade, da espontaneidade, da flexibilidade e que, nessa etapa, seu sentimento diante das instituições é de rebeldia. Assumir o compromisso é um processo lento e gradual.

Ainda não é hora de grandes atividades ou projetos. É momento de formação. O(a) jovem descobre o grupo, sua comunidade, vê o problema social, percebe que não está sozinho(a) nessa caminhada (são mais de 30 mil grupos de jovens no Brasil, segundo informa o Marco Referencial da PJ do Brasil), e que essa empreitada possui uma organização. Descobre, também, que os problemas têm uma raiz estrutural. É a fase dos conflitos, na qual as limitações começam a aparecer. A questão não é a limitação, mas como ela é encarada. Superando-se essas dificuldades, o grupo torna-se mais unido. Avaliações da caminhada ajudam a vencer estas barreiras.

No campo afetivo, começam a surgir os subgrupos a partir das relações interpessoais. Esse momento caracteriza-se pela ansiedade e pelos questionamentos. Por um lado, sente-0se o desenvolvimento e o avanço do grupo e, por outro, a preparação para saltos de independência.

 

Fonte: Pastoral da Juventude - E a Igreja se faz jovem - Rogério de Oliveira - 2002, Editora Paulinas.

 

4. MILITÂNCIA

O processo de militância é a etapa em que o jovem desperta para o compromisso sério. É momento de conversão. Possui três critérios:

  • Fé amadurecida: a fé sem obras é morta (cf. Tg 2,26). A fé em Jesus Cristo é mais forte que o seguimento de qualquer ideologia. É por meio dessa fé que o(a) jovem vai perseverar.

  • Compromisso: pode-se contar com o(a) jovem, ele(a) não está brincando de fazer PJ.

  • Dimensão libertadora e transformadora: é líder, não se deixa manipular, tem consciência crítica.

Um grupo militante não precisa encontrar-se com a mesma freqüência que o período da iniciação, pode ser toda semana ou cada 15 dias. Mas é importante que se reúnam, troquem experiências, dores e alegrias. Assim, não perdem o vínculo com a comunidade e nasce outra forma se ser grupo. Este morre como "grupo", mas renasce como "grupos", à medida que alguns militantes investem na formação de outros jovens. Deve-se valorizar as militâncias grupais, pois elas fazem parte do processo de formação da PJ.

Os espaços de atuação estão em dois focos: o espaço pastoral e os organismos intermediários. Muitos militantes, ao saírem dos grupos, continuam a trabalhar na comunidade, na sociedade e na PJ como assessores. Verifica-se o engajamento nos movimentos sociais, nos partidos, nos sindicatos, nas uniões de moradores, no movimento estudantil, nos conselhos tutelares, na pastoral da terra, na catequese, na pastoral vocacional. Muitos optam pela vida religiosa.

Alguns jovens até conseguem desenvolver a militância nos dois espaços (no pastoral e nos organismos intermediários). Isso é importante. Quem atua nos movimentos sociais deve estar presente na comunidade para alimentar e celebrar sua fé. Seu testemunho anima quem está somente com a militância pastoral. Estes devem, pelo menos, ter um testemunho de compromisso social.

A militância se dá em três locais: na comunidade, na PJ e nos meios específicos. Chegamos ao ponto. Normalmente, a atuação na comunidade e na PJ é o caminho mais natural. Muitos(as) jovens, porém, perceberam que a evangelização poderia ficar restrita, que talvez não fosse missionária. Então dirigiram-se para onde o jovem estava: na escola, na fábrica, no campo, na periferia. A idéia, como vemos, não é nova. Ela nos lembra os momentos da JAC, JEC, JIC, JOC, JUC, que foram bons caminhos.

 

Fonte: Pastoral da Juventude - E a Igreja se faz jovem - Rogério de Oliveira - 2002, Editora Paulinas.

 

 

10 Mandamentos para fazer o Grupo crescer


1. Que todos compareçam às reuniões, mesmo que o tempo seja ruim. Se vierem poucos, valorizar a estes e trabalhar com os que estão presentes, sem ficar chorando a ausência: poucos e bons fazem mais do que muitos indecisos.

 

2. Nunca chegar atrasado, e se não der para chegar em tempo, pede-se desculpa ao grupo: todos merecem respeito, tanto o que chega como os que já estão na reunião.

 

3. Durante o encontro não ficar procurando falhas nem nos dirigentes nem no comportamento dos companheiros.

 

4. Aceitar sempre participar de comissão, trabalhos, ou dar opinião, porque realizar é melhor do que ficar criticando ou tirando o corpo fora.

 

5. Tanto no grupo como nas comissões em que se está, tomar parte sempre, para não ser apenas uma figura de enfeite.

 

6. Se alguém pede nossa opinião sobre um assunto importante, procurar dizer sempre alguma coisa (sem repetir o que já foi dito), mesmo que o assunto não seja simpático.

 

7. Nossas maneiras de ver "como deveriam ser as coisas", devem ser externadas durante os encontros e não depois deles.

 

8. Ninguém faça apenas o absolutamente necessário, mas procure ajudar, e encorajar os demais. As críticas também são formas de ajuda, desde que sejam construtivas e sejam feitas para melhorar.

 

9. Procurar ver sempre os encontros, as festinhas ou outros movimentos, como uma oportunidade de confraternização e não de desperdício de tempo e dinheiro.

 

10. Não viver se queixando disto e daquilo, enjoando os companheiros com as mesmas doenças ou conversas, mesmos problemas e fofocas, mas viver interessado no crescimento do grupo e de cada pessoa.

 

Fonte: "Grupo de Jovens: por onde começar?". Jerônimo Gasques. Edições Paulinas, São Paulo: 1989.

 

 

Estrutura de reuniões


Esta é uma sugestão o que uma reunião de grupo deve conter. Para que a reunião seja produtiva é preciso prepará-la com antecendência, dividir as tarefas, ser criativo, entre outras coisas.

Acolhida
Começo da reunião. Atenção especial, pois podem aparecer novos membros. A acolhida, junto a uma oração bem feita pode criar um clima de amizade e intimidade.

Tema/Objetivo
É importante os membros saberem do que se trata. Antes de começar a discussão, mostrar o objetivo da reunião. Quando houver muitos asssuntos, dar prioridade aos de mais prioridade e montar uma pauta do que deve ser discutido.

Rever o último encontro
Muitas vezes, quem coordena as reuniões esquece de mostrar a continuidade do processo. É fundamental rever os pontos principais, comentários importantes, decisões tomadas, cobrar atividades distribuídas...

Técnica/exercício
Objetivo: passar uma idéia, mensagem. Depende do conhecimento do assunto, da preparação, execução e aplicação ao tema proposto. Após a técnica (dinâmica) avaliar o que se aprendeu disso.

Leitura bíblica
Como Jesus agia nestas situações? Exemplo, se o tema é a importância de um grupo, confrontar com a leitura, para que possa iluminar a caminhada, assumir os valores evangélicos para nossa vida.

Compromisso
Agora é a hora de ver a nossa realidade. O que o grupo pode assumir como compromisso, engajamento?

Informes
Espaço para valorizar o que acontece na Igreja e na sociedade. Percebe-se se o jovem está trazendo novas informações, eventos que possam contribuir com a formação do grupo.

Celebração
Muito esquecido por alguns grupos. É hora de comemorar os pequenos frutos já obtidos. Uma boa oração final, demonstrando os trabalhos.

 

Fonte: Articulação da Juventude Salesiana, vol. 2 Grupo de Jovens

 

 

Dicas Importantes


Toda reunião deve ter começo, meio e fim. Não podem faltar em um encontro:

  • Oração Inicial

  • Dinâmica

  • Discussão do Tema

  • Leitura Bíblica

  • Confronto entre a palavra de Deus e a realidade

  • Oração Final.

Pode-se adicionar inúmeras atividades a fim de dinamizar o assunto e o encontro:

  • Música.

  • Atividades corporais.

  • Avaliação e Projetos.

  • Avisos Importantes.

  • Filme

  • Momento de descontração,

  • E mais o que a imaginação mandar...

      Fontes de informação:

  • Revistas.

  • Jornais.

  • Livros.

  • Internet.

  • Vídeos / Músicas, etc.

Um dos motivos pelo qual muitos grupos de jovens se tornam monótonos é porque:

  • Faltam idéias claras dos objetivos;

  • Falta uma seqüência de temas;

  • Falta hora para começar e terminar;

  • Falta um planejamento e sobretudo;

  • Falta uma cobrança de compromissos assumidos.

Um grupo que não se disciplina não tem espinha dorsal e é incapaz de transformar o mundo ao seu redor, de ser fermento na massa, de ter uma missão.

 

Fonte: "Agora que você tem seu grupo de base o que fazer com ele?". Centro de Capacitação da Juventude, São Paulo: 1992.

 

 

 


 

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