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PASTORAL |
O que são os Grupos de Base? Grupos de base são grupos que se criam relacionamentos de irmãos, confrontando a vida com o Evangelho e formando lideranças jovens para o engajamento na comunidade eclesial e na sociedade. O modelo dos grupos de base é o grupo de Jesus: os Doze. Um grupo pequeno, no qual se pode partilhar a vida e cultivar a amizade.
Etapas
1. CONVOCAÇÃO Um aspecto importante é a convocação. Sempre é tempo de convocar. A convocação é a dinâmica que garante a vida renovada em nossa prática junto aos e às jovens. Ela se caracteriza pela motivação, pela informação e por um despertar dos/as adolescentes e jovens às propostas educativas que a Pastoral da Juventude oferece em cada realidade, a partir dos ambientes e espaços onde os/as jovens vivem, considerando aspectos da arte (teatro, dança, música...) ou de esporte (jogos, caminhadas, excursões...). A convocação é um convite aberto a todos/as os/as jovens e é planejada com atividades curtas e massivas.
Estas formas de convocação devem ser realizadas de modo orgânico e convergente, tendo como meta motivar os/as jovens para o amadurecimento integral. Envolver os/as jovens que já estão na vida de grupo nestas atividades é uma garantia que a Pastoral da Juventude vá mais além do grupo, porque concretiza o que costumamos afirmar com insistência, quando falamos de “jovens evangelizando outros jovens”. Além disso, leva-os a realizar pequenas atividades para que sejam construtores deles/as mesmos/as e da Pastoral da Juventude. Trabalha-se, de modo especial, a dimensão missionária da Pastoral da Juventude. Isso se dá, por exemplo, organizando missões jovens nos diversos meios onde estes/as jovens se encontram.
Fonte: Projeto de Vida – Caminho Vocacional da Pastoral da Juventude Latino-Americana - CELAM - CCJ, 2004.
2. NUCLEAÇÃO Na nucleação, a pedagogia diz-nos que o ideal é formar grupos pequenos para que as pessoas se conheçam melhor e se tornem instrumento privilegiado de evangelização. É na nucleação que o(a) jovem vai compreender como é importante e bom conviver em grupo. É importante investir muito na integração.
Os grupos normalmente formam-se por meio do convite pessoal, pelo testemunho de outros(as) jovens já engajados, após encontros de jovens, nos festivais e eventos artísticos, depois da conclusão do Crisma, nos eventos litúrgicos mais fortes (como a Páscoa), entre tantas oportunidades.
Nessa primeira etapa, as relações pessoais são mais importantes do que a doutrina. Trata-se de uma fase em que o(a) jovem ainda não despertou para a idéia de ser fermento em seu meio. Por isso, é preciso deixar bem claro: o grupo ainda não existe só porque o pessoal está indo aos encontros. Serão necessários alguns meses de reuniões ou encontros para o grupo ser grupo de verdade! Esse tempo de "gestação" poder durar três meses ou mais.
Os(as) jovens vão se
conhecendo, se integrando e descobrindo nas reuniões o que é ser grupo, sua
importância, os valores de um trabalho em equipe, como organizá-lo, como
atuar nele, qual será seu programa e objetivo.
Essa etapa chama-se
"descoberta do grupo", porque este ainda não é grupo, não é comunidade. É
necessário esquentar o motor antes de dar a partida. Alguns temas que podem ser tratados aqui devem falar dessa fase que o grupo vive, como a amizade, a boa comunicação. O possível resultado será o sentimento de união entre eles: "todos são bons e devemos fazer o possível para não surgirem conflitos".
Fonte: Pastoral da Juventude - E a Igreja se faz jovem - Rogério de Oliveira - 2002, Editora Paulinas.
3. INICIAÇÃO
Estamos entrando no
período da iniciação. É fundamental que se tenha em mente que a
evangelização do(a) jovem é feita mediante um processo educativo não formal.
O encontro de jovens não é aula de religião e doutrina. Transmitir a
mensagem por meio da arte, da brincadeira, da música, da dinâmica, da
cultura, da expressão corporal, é recuperar o sentido lúdico da
evagenlização juvenil.
Fonte: Pastoral da Juventude - E a Igreja se faz jovem - Rogério de Oliveira - 2002, Editora Paulinas.
4. MILITÂNCIA O processo de militância é a etapa em que o jovem desperta para o compromisso sério. É momento de conversão. Possui três critérios:
Um grupo militante não
precisa encontrar-se com a mesma freqüência que o período da iniciação, pode
ser toda semana ou cada 15 dias. Mas é importante que se reúnam, troquem
experiências, dores e alegrias. Assim, não perdem o vínculo com a comunidade
e nasce outra forma se ser grupo. Este morre como "grupo", mas renasce como
"grupos", à medida que alguns militantes investem na formação de outros
jovens. Deve-se valorizar as militâncias grupais, pois elas fazem parte do
processo de formação da PJ.
Fonte: Pastoral da Juventude - E a Igreja se faz jovem - Rogério de Oliveira - 2002, Editora Paulinas.
10 Mandamentos para fazer o Grupo crescer 1. Que todos compareçam às reuniões, mesmo que o tempo seja ruim. Se vierem poucos, valorizar a estes e trabalhar com os que estão presentes, sem ficar chorando a ausência: poucos e bons fazem mais do que muitos indecisos.
2. Nunca chegar atrasado, e se não der para chegar em tempo, pede-se desculpa ao grupo: todos merecem respeito, tanto o que chega como os que já estão na reunião.
3. Durante o encontro não ficar procurando falhas nem nos dirigentes nem no comportamento dos companheiros.
4. Aceitar sempre participar de comissão, trabalhos, ou dar opinião, porque realizar é melhor do que ficar criticando ou tirando o corpo fora.
5. Tanto no grupo como nas comissões em que se está, tomar parte sempre, para não ser apenas uma figura de enfeite.
6. Se alguém pede nossa opinião sobre um assunto importante, procurar dizer sempre alguma coisa (sem repetir o que já foi dito), mesmo que o assunto não seja simpático.
7. Nossas maneiras de ver "como deveriam ser as coisas", devem ser externadas durante os encontros e não depois deles.
8. Ninguém faça apenas o absolutamente necessário, mas procure ajudar, e encorajar os demais. As críticas também são formas de ajuda, desde que sejam construtivas e sejam feitas para melhorar.
9. Procurar ver sempre os encontros, as festinhas ou outros movimentos, como uma oportunidade de confraternização e não de desperdício de tempo e dinheiro.
10. Não viver se queixando disto e daquilo, enjoando os companheiros com as mesmas doenças ou conversas, mesmos problemas e fofocas, mas viver interessado no crescimento do grupo e de cada pessoa.
Fonte: "Grupo de Jovens: por onde começar?". Jerônimo Gasques. Edições Paulinas, São Paulo: 1989.
Estrutura de reuniões
Esta é uma sugestão o que
uma reunião de grupo deve conter. Para que a reunião seja produtiva é
preciso prepará-la com antecendência, dividir as tarefas, ser criativo,
entre outras coisas.
Fonte: Articulação da Juventude Salesiana, vol. 2 Grupo de Jovens
Dicas Importantes Toda reunião deve ter começo, meio e fim. Não podem faltar em um encontro:
Pode-se adicionar inúmeras atividades a fim de dinamizar o assunto e o encontro:
Fontes de informação:
Um dos motivos pelo qual muitos grupos de jovens se tornam monótonos é porque:
Um grupo que não se disciplina não tem espinha dorsal e é incapaz de transformar o mundo ao seu redor, de ser fermento na massa, de ter uma missão.
Fonte: "Agora que você tem seu grupo de base o que fazer com ele?". Centro de Capacitação da Juventude, São Paulo: 1992.
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PASTORAL DA JUVENTUDE ARQUIDIOCESE DE MARINGÁ
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